Meditação na sala de aulas como antídoto à violência

Por Alfredo Dillon
in Clarín | 15 de outubro de 2015  Ver artigo no original
SAN ISIDRO/ARGENTINA São oito da manhã e na sala de aulas do 6º grau os alunos estão de olhos fechados. A sua atenção não está focada no quadro nem nos cadernos, mas na respiração abdominal. Na frente, a professora pede às crianças que tomem consciência do seu corpo.
Começar o dia escolar com dez minutos de respiração lenta e concentrada parece bem mais simpático do que fazê-los estar em fila enquanto soa a campainha. Além disso, melhora as capacidades cognitivas e diminui a violência na escola.
Quem o diz é o Dr. Daniel López Rosetti, responsável do Serviço de Medicina do Stress do Hospital de San Isidro, Argentina, que está a implementar um projeto-piloto de meditação em seis escolas públicas no município de San Isidro. O projeto, articulado entre o hospital, a Municipalidad (Câmara Municipal) e as escolas, consiste em capacitar os professores para que todas as manhãs iniciem as aulas com uma sessão de relaxamento.
“Todos os dias, antes de se tirar os materiais das mochilas, a professora baixa a luz, coloca uma música e orienta um exercício de relaxamento psicofísico e de meditação”, diz López Rosetti. Os docentes receberam formação através do pessoal do Serviço de Medicina do Stress do Hospital de San Isidro, que por sua vez foram capacitados em mindfulness através de um convénio com a Fundación Favaloro e com o INECO – Neurociencias Oroño.
Segundo a média dos resultados do questionário aos docentes, “a meditação traz serenidade aos alunos. Melhora o vínculo entre eles e os professores. Gera um ambiente que facilita o trabalho de ensinar”, assegura López Rosetti. Além disso, reforça a concentração, a atenção e a memória das crianças.
Por agora, o estudo-piloto foi implementado no 6º grau de seis escolas públicas de diversos níveis socioeconómicos, mas a partir do Serviço de Medicina do Stress aponta-se para o alargamento da proposta e para a capacitação à distância dos professores que queiram aderir ao projeto através do YouTube e do Skype.
O próximo passo da iniciativa, a que López Rosetti batizou de “Treino físico para a paz”, será a apresentação na rede de escolas Scholas Occurrentes, inspiradas pelo papa Francisco.
Tradução Raul C. Gonçalves

Um pensamento sobre “Meditação na sala de aulas como antídoto à violência

  1. A meditação nos interioriza , nos dá foco disciplina, relaxamento, feita em conjunto com outras pessoas cria vínculos , empatia que gera amor e respeito aos outros, faz ter confiança na vida, visão clara diante de dificuldades, entendimento.Uma gestante que pratica passa ao seu filho tudo isso trazendo ao mundo um ser humano melhor, quanto mais jovem aprender a meditação mais oportunidades de trilhar um caminho pela paz. Nascemos como uma tela em branco que aos poucos irá adquirir suas cores de acordo com circunstâncias externas, a meditação permite que sejam cores suaves que servirão como base da personalidade.Espero o dia que será comum essa prática em todas as escolas, este sim é o verdadeiro caminho para a paz o que no budismo é chamado de kossenrufu.

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